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Atenção Não é Uma Coisa Só: Os Dois Sistemas de Atenção que Todo Profissional de Marketing Deve Conhecer

No neuromarketing, seu anúncio disputa dois sistemas de atenção no cérebro do espectador. A maioria dos conselhos aborda apenas um. Veja por que ambos importam.

Pela equipe de pesquisa da Wreltik

Atenção Não é Uma Coisa Só: Os Dois Sistemas de Atenção que Todo Profissional de Marketing Deve Conhecer

Profissionais de marketing falam sobre "conseguir atenção" como se fosse uma coisa só. Não é. O seu cérebro tem dois sistemas de atenção que operam com gatilhos, cronogramas e regras diferentes. A maioria dos criativos de anúncios só funciona para um deles.

Bottom-up: o reflexo

A atenção bottom-up é automática. Ela dispara quando algo no seu ambiente é alto, brilhante, em movimento ou surpreendente. Você não escolhe olhar para um relâmpago ou um barulho repentino — o seu cérebro faz isso por você, mais rápido do que o pensamento consciente.

Este é o sistema que cortes rápidos, cores fortes e quebras de padrão miram. Funciona. Também habitua rápido. O décimo corte rápido em um anúncio de 30 segundos quase não faz nada comparado ao primeiro.

A atenção bottom-up é barata de disparar e cara de manter. Você consegue com valor de produção ou truques de edição. Não consegue mantê-la sem dar ao cérebro um motivo para ficar.

Top-down: a busca

A atenção top-down é direcionada a metas. É o que acontece quando você procura o seu portão no aeroporto e o seu cérebro filtra todo o resto. É controlada, sustentada e ligada ao que o espectador já quer.

Este é o sistema que a relevância dispara. Quando alguém que veicula anúncios vê uma manchete sobre desempenho de anúncios, o cérebro dele trava — não porque o criativo é chamativo, mas porque corresponde a uma meta ativa.

A atenção top-down é mais difícil de conseguir do que a bottom-up. Exige saber quem é o seu espectador e com o que ele se importa. Mas, uma vez conquistada, ela se sustenta. O espectador não está apenas tolerando o seu conteúdo — está extraindo valor dele.

A passagem de bastão

Os melhores criativos de anúncios disparam a atenção bottom-up primeiro (o hook) e depois passam o bastão para a atenção top-down (a substância). Os piores ou não conseguem atenção nenhuma, ou conseguem atenção bottom-up e não têm para onde levá-la.

Você pode ver a falha na passagem de bastão nas curvas de retenção. Um pico no segundo um (bottom-up disparada), depois um precipício no segundo quatro (sem motivo top-down para continuar). O criativo não falhou em conseguir atenção. Falhou em convertê-la.

É também por isso que anúncios em estilo UGC costumam superar anúncios de alta produção. O maior valor de produção consegue mais atenção bottom-up no início, mas se a substância não justifica, a atenção colapsa. O anúncio UGC começa com menos atenção, mas mantém mais dela, porque o sistema top-down do espectador se engaja com o conteúdo como informação, e não como espetáculo.

O que fazer com isso

  1. Audite o seu hook para os dois sistemas. Ele dispara atenção bottom-up (surpresa, movimento, novidade)? E ele sinaliza algo que vale a atenção top-down do espectador (relevância, valor específico)?

  2. Acompanhe a sua curva de retenção, não só a taxa de hook. Um hook que consegue atenção e a perde imediatamente diz que o gatilho bottom-up funcionou, mas a passagem para top-down falhou.

  3. Pare de competir por intensidade. Se todo mundo no feed está disparando atenção bottom-up com criativos mais altos, mais rápidos e mais agressivos, o vencedor não é o mais barulhento. É o que oferece a passagem mais limpa para a atenção sustentada. Em um mundo de gritos, um sinal claro se destaca.